Sei que, para variar, muita gente vai ler esse post e vai achar que eu sou puritana ou que quero mudar o mundo ou que sou 'careta'...
Mas, de verdade? Não me importo com críticas, cada um tem o direito de fazer o que quiser e de pensar o que quiser!
Quando você pega o jornal ou uma revista ou assiste aos noticiários, muitos falam sobre os jovens, seu comportamento, seu mundo, gostos, enfim.
Porém, muitas dessas reportagens vêm de pessoas que não são mais assim, tão jovens e acabam por generalizar o que acontece no mundo jovem, tornam a imagem do jovem uma coisa só e esquecem que para toda regra existe uma exceção.
Por vezes, eu acredito ter nascido no tempo errado, quando olho o que acontece a minha volta e vejo o que esses mesmos jovens em questão, têm feito com as suas vidas (sem generalizar, é claro).
Minha cabeça é diferente da cabeça da maioria dos meus amigos, de pessoas com idade parecida com a minha..
Vamos exemplificar com um evento que acabou de acontecer: O Carnaval.
O Carnaval costumava ser esperado por todos por ser um período, primeiramente de descanso e por ser um período onde as pessoas podiam se divertir, dançar, sair em todos os blocos possíveis...
Hoje, a idéia de Carnaval é completamente diferente!
Vi milhões de pessoas planejando o Carnaval com meses de antecedência e juntando a maior quantidade de dinheiro possível para comprar a maior quantidade de bebidas que pudessem e depois tirar fotos e colocá-las em seus sites de relacionamento para que todos pudessem ver; como se isso fosse algum mérito.
Quando eu ia para rua para poder 'curtir' algum bloco, eu contava nos dedos as pessoas que estavam tomando água ou algum refrigerante.
E era de dar pena ver todos aqueles meninos bêbados, disputando para ver quantas mulheres eles conseguiriam agarrar e beijar. DEPLORÁVEL!
Qual o sentido de diversão hoje? Sair, beber, cair de tão bêbado e agarrar quantas pessoas puder?
Me desculpem, mas eu não vivo nesse mundo.
Já, já fui muito criticada por ser assim, já me perguntaram se eu era Evangélica, já falaram que eu era 'careta', já falaram que eu não sabia viver a vida...
Se viver a vida for isso, realmente, não sei vivê-la e agradeço por não saber vivê-la!
Sempre saí, sempre me diverti, sempre dancei, sempre ri horrores, mas nunca precisei disso.
Enxergo pessoas assim, como pessoas que têm vergonha de mostrar o que são e precisam usar algum tipo de artifício para justificar os erros que cometem.
Até bem pouco tempo atrás, contar aventuras sexuais era privilégio de homens, que se reuniam em grupinhos às segundas-feiras na Faculdade ou no trabalho e contavam todas as coisas sórdidas que haviam feito no final de semana.
Hoje, as meninas fazem o mesmo: Se reúnem e contam tudo que tem feito ou que deixam de fazer com parceiros ou com casos eventuais.
E depois, essas mesmas meninas querem ser respeitadas e sonham em encontrar alguém que fique com elas por toda vida; Enganam-se se pensam que os homens gostam de mulheres 'para frente'... Os homens são extremamente antiquados com relação a isso, eles curtem, eles saem, eles ficam com todas, mas na hora de ficar sério com alguém, eles querem uma menina de família. Isso nunca mudou e nem vai mudar.
Por que? Porque ele não quer sair na rua e ver outros homens falando que já saíram com a menina que está ao lado dele. Faz mal ao ego masculino.
O que eu sempre me pergunto é: Por que o jovem vive como se todos os dias fossem os últimos de suas vidas?
Hoje eu ouvi um menino falar: A vida passa rápido demais, a gente tem que fazer umas loucuras de vez em quando, se não, não tem nada para contar.
Eu tenho muitas coisas para contar e nunca precisei fazer nada que ferisse o que eu penso e muito menos, que envergonhasse os meus pais; até porque, na verdade, eu nunca me preocupei muito com o que aconteceria comigo se eu tomasse uma decisão errada, a minha preocupação era com o que meus pais iam pensar, a cara que eles iriam me olhar e a vergonha que eles poderiam sentir.
Acho que é isso que falta aos jovens de hoje: respeito àqueles que REALMENTE se importam com eles, que são seus pais. Mesmo sabendo que o sentido de família vem se perdendo.
Mas isso é assunto para um outro momento.
É momento de analisar o que será dos nossos futuros, o que queremos das nossas vidas...
Queremos mesmo ser vistos como uma geração perdida, promíscua e que só vai servir de mal exemplo?
Quando for nossa vez de sermos pais, será que teremos razão em dizer que 'não' aos nossos filhos depois de tudo isso que vamos ter feito, do que vamos deixar marcado no nosso passado?
O engraçado é que criticamos nossos pais e criticamos nossos amigos que não se enquadram no contexto 'louco' da coisa, mas quando temos a nossa família, fazemos exatamente como nossos pais e nossos amigos 'caretas' faziam.
Pensemos...
terça-feira, 15 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Como Explicar o Amor
Um dia reuniram-se os sentimentos e as qualidades dos Homens num lugar da Terra.
Quando o Aborrecimento reclamou pela terceira vez, a Loucura, como sempre, tão louca, lhes propôs:
- Vamos brincar às “escondidas”?
A Intriga levantou a sobrancelha, intrigada, e a Curiosidade, sem poder conter-se, perguntou: Às escondidas? Como é isso?- É um jogo - explicou a Loucura - em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro que eu encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.
O Entusiasmo dançou seguido pela Euforia.
A Alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a Dúvida e até mesmo a Apatia, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos quiseram participar…
A Verdade preferiu não se esconder. Para quê? Se no final todos a encontravam?
A Soberba referiu que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a Covardia preferiu não arriscar.
- Um, dois, três, quatro... - começou a contar a Loucura.
A primeira a esconder-se foi a Pressa, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho!
A Fé subiu ao céu e a Inveja escondeu-se atrás da sombra do Triunfo, que com o seu próprio esforço, tinha conseguido subir à copa da árvore mais alta.
A Generosidade quase não conseguia esconder-se, porque cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum dos seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a Beleza; se era a copa de uma árvore, perfeito para a Timidez; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a Volúpia; se era uma rajada de vento, magnífico para a Liberdade. E assim, acabou por se esconder num raio de sol.
O Egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cômodo, mas apenas para ele.
A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (mentira! Na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris) e a Paixão e o Desejo no centro dos vulcões.
O Esquecimento, não se recorda onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando à Loucura estava já no 999 999!
O Amor ainda não tinha encontrado um local para se esconder, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.
- Um milhão - contou a Loucura, e começou a procurar.
A primeira a aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a Fé a discutir com Deus no céu sobre zoologia.
Sentiu-se vibrar a Paixão e o Desejo nos vulcões.
Num descuido encontrou a Inveja e, claro, pôde deduzir onde estava o Triunfo.
O Egoísmo, nem teve que procurar, porque ele, sozinho, saiu disparado do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, a Loucura sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago, descobriu a Beleza.
A Dúvida foi mais fácil ainda, porque a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se.
E assim os foi encontrando a todos…
O Talento entre a erva fresca. A Angústia numa cova escura.
A Mentira atrás do arco-íris (mentira! Estava no fundo do oceano.) e até o Esquecimento, que já tinha esquecido que estava a brincar às escondidas.
Apenas o Amor não aparecia em nenhum local!
A Loucura procurou atrás de cada árvore, debaixo de todas as rochas do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o Amor nos olhos!
A Loucura não sabia o que fazer para se desculpar: chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser a sua guia.
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou às escondidas na Terra: o Amor é cego e a Loucura sempre o acompanha
Quando o Aborrecimento reclamou pela terceira vez, a Loucura, como sempre, tão louca, lhes propôs:
- Vamos brincar às “escondidas”?
A Intriga levantou a sobrancelha, intrigada, e a Curiosidade, sem poder conter-se, perguntou: Às escondidas? Como é isso?- É um jogo - explicou a Loucura - em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro que eu encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.
O Entusiasmo dançou seguido pela Euforia.
A Alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a Dúvida e até mesmo a Apatia, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos quiseram participar…
A Verdade preferiu não se esconder. Para quê? Se no final todos a encontravam?
A Soberba referiu que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a Covardia preferiu não arriscar.
- Um, dois, três, quatro... - começou a contar a Loucura.
A primeira a esconder-se foi a Pressa, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho!
A Fé subiu ao céu e a Inveja escondeu-se atrás da sombra do Triunfo, que com o seu próprio esforço, tinha conseguido subir à copa da árvore mais alta.
A Generosidade quase não conseguia esconder-se, porque cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum dos seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a Beleza; se era a copa de uma árvore, perfeito para a Timidez; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a Volúpia; se era uma rajada de vento, magnífico para a Liberdade. E assim, acabou por se esconder num raio de sol.
O Egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cômodo, mas apenas para ele.
A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (mentira! Na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris) e a Paixão e o Desejo no centro dos vulcões.
O Esquecimento, não se recorda onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando à Loucura estava já no 999 999!
O Amor ainda não tinha encontrado um local para se esconder, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.
- Um milhão - contou a Loucura, e começou a procurar.
A primeira a aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a Fé a discutir com Deus no céu sobre zoologia.
Sentiu-se vibrar a Paixão e o Desejo nos vulcões.
Num descuido encontrou a Inveja e, claro, pôde deduzir onde estava o Triunfo.
O Egoísmo, nem teve que procurar, porque ele, sozinho, saiu disparado do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.
De tanto caminhar, a Loucura sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago, descobriu a Beleza.
A Dúvida foi mais fácil ainda, porque a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se.
E assim os foi encontrando a todos…
O Talento entre a erva fresca. A Angústia numa cova escura.
A Mentira atrás do arco-íris (mentira! Estava no fundo do oceano.) e até o Esquecimento, que já tinha esquecido que estava a brincar às escondidas.
Apenas o Amor não aparecia em nenhum local!
A Loucura procurou atrás de cada árvore, debaixo de todas as rochas do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o Amor nos olhos!
A Loucura não sabia o que fazer para se desculpar: chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser a sua guia.
Desde então, desde que pela primeira vez se brincou às escondidas na Terra: o Amor é cego e a Loucura sempre o acompanha
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Exploração do Trabalho Infantil
O trabalho infantil está presente desde os primórdios de nossa sociedade. Passando por momentos onde as crianças pareciam ter mais direitos e momentos onde esses direitos eram postos em cheque.
Em 1973, a Organização Internacional do Trabalho, fixou como idade mínima recomendada para o trabalho infantil, a idade de 16 anos, porém admitia-se que, em países mais pobres, crianças com idade mínima de 14 anos trabalhassem.
Existe uma realidade muito mais perversa por trás do trabalho infantil; as crianças eram colocadas para trabalhar, pois eram mão de obra barata e além disso, por serem mais jovens, tinham mais vigor físico, o que fazia com que as fábricas pudessem produzir mais em menos tempo. Porém, essas crianças laboravam sem qualquer proteção e em jornadas exaustivas, como se fossem adultos.
“(...) Tornando supérflua a força muscular, a maquinaria permite o emprego de trabalhadores sem força muscular ou com desenvolvimento físico incompleto, mas com membros mais flexíveis. Por isso, a primeira preocupação do capitalista, ao empregar a maquinaria, foi a de utilizar o trabalho das mulheres e das crianças. (...) [Entretanto,] a queda surpreendente e vertical no número de meninos [empregados nas fábricas] com menos de 13 anos [de idade], que freqüentemente aparece nas estatísticas inglesas dos últimos 20 anos, foi, em grande parte, segundo o depoimento dos inspetores de fábrica, resultante de atestados médicos que aumentavam a idade das crianças para satisfazer a ânsia de exploração do capitalista e a necessidade de traficância dos pais.”
(MARX,1867,451 e 454).
Foi no período da produção manufatureira, que vimos ser potencializado o emprego do trabalho infantil, onde a legislação conseguia ser burlada.
A Constituição de 1988, foi um avanço em muitos sentidos, inclusive quando falamos do tripé Assistência, Seguridade e Saúde. Além disso, dita sobre a proibição do trabalho infantil, porém sem nenhuma punição criminal para aqueles que desobedecem à legislação.
Através das brechas presentes em nossa Constituição , o empregador pode não sofrer sanção penal e nem ter que pagar uma multa trabalhista, visto que o Artigo 7 prevê a proibição de qualquer trabalho a menores de 14 anos, porém abre exceção àquele que se encontra em condição de aprendiz.
A questão do menor, vem sendo discutida há anos. Decretos foram criados a fim de tornar legal o trabalho infantil, mas o que parecia não ser entendido, era o fato de que essas crianças não deveriam estar trabalhando em fábricas, em carvoarias ou na agricultura, enfim. Essas crianças deveriam ter direitos, direitos específicos e deveriam estudar, serem crianças realmente. Desde muito cedo as mesmas começavam a trabalhar, porque eram vistas como adultos menores e não como crianças.
Passamos por períodos onde a questão do menor foi considerada um caso religioso, onde a Igreja prestava auxílio a crianças órfãs ou expostas; períodos onde foi considerada um caso filantrópico que se sobrepunha aos auxílios caritativos, passando a sistematização. Houve ainda um período em que foi considerada como questão de segurança nacional e tratada como caso de polícia, onde foram criadas instituições onde os menores deveriam ser internados. Tomamos como exemplo a criação da FUNABEM; e por fim, um período que perdura até os dias de hoje, com a inserção na Constituição de 1988 sobre os direitos da infância e da juventude, que foi a gênese para a criação do ECA em 1990.
O IBGE estimou em 2003, cerca de 5 milhões de crianças e jovens na idade entre 5 a 17 anos que possuem alguma atividade remunerada, em detrimento da lei que proíbe trabalho para menores de 16 anos. O universo de trabalhador-mirins pode ser muito maior que os números possam registrar uma vez que não é possível coletar dados satisfatoriamente das inúmeras fazendas e pequenas oficinas de trabalho escravo escondidos e espalhados pelas diversas regiões do país.
Não é possível combater sistematicamente o trabalho infantil apenas com bom-mocismo e uma cesta de políticas pífias como as tais “bolsas-auxílio-alguma-coisa” (ou melhor, bolsa de perpetuação da miséria!) e fiscalização frouxa (aliás, quando existe alguma fiscalização com um número de fiscais irrisórios para o quadro nacional!).
No caso do Brasil, os números governamentais podem ter algum declive, mas jamais teremos uma erradicação completa do trabalho infantil. Na prática, em nenhum lugar do mundo onde existe superexploração do trabalho infantil terá mudança substancial sem abalar estruturalmente o sistema capitalista que o alimenta e reproduz repetitivamente de forma quase perpétuo.
O trabalho infantil das crianças brasileiras é um bom exemplo de uma verdadeira vergonha da humanidade, entre tantas outras misérias em nome da disputa incomensurável pelos lucros, que produz uma acumulação de bens e capital com o suor, lágrimas e dedos estourados desse enorme continente populacional de escravos-mirins.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Traição/Infidelidade
"Infidelidade é o descumprimento de um compromisso de fidelidade. É uma violação de regras e limites mutuamente acordados em um relacionamento. Em sua acepção mais comum, a fidelidade é manter relações amorosas somente com uma pessoa que é sua parceira ou parceiro."
Começo esse post com uma pergunta: você perdoaria uma traição?
Bom, eu não.
E assim, faço outra pergunta: Por que as pessoas são infiéis?
Eu fui criada num mundo que parece ser paralelo ao das pessoas que eu conheço, já que a grande maioria das pessoas ao meu redor, considera traição algo normal.
A citação acima diz que fidelidade é manter relações amorosas somente com uma pessoa ou parceiro, por que não conseguimos (sim, generalizando), nos contentar com somente um relacionamento? Por que parece que a traição está cravada em nosso âmago?
Em que parte da história foi dito que trair é algo natural e que pode acontecer, quase que por acidente?
Quando você realmente ama alguém e acima disso, respeita esse mesmo alguém, só essa pessoa te basta, você não vê necessidade de olhar para mais ninguém e nem vontade de estar com outra pessoa, porque quem está ao seu lado, te completa, soma...
Sim, sou daquelas que acredita que a pessoa que trai, não ama e sim, sou criticada por pensar assim.
Já ouvi coisas do tipo: "Eu traio minha esposa só porque nós moramos longe um do outro, passamos muito tempo longe e eu me sinto sozinho. Mas eu amo muito a minha esposa."
Não, você não ama sua esposa. Quem você quer enganar?
O casamento costumava ser algo sagrado; parece que todos os valores estão sendo deixados para trás.
A relação extra conjugal sempre foi algo comum (mesmo assim, erradp), no Universo masculino. O homem sempre teve necessidade de auto afirmação e quase que por instinto animal, costumava ter mais de uma parceira. Mas em algum lugar do caminho, o qual não sei precisar, a mulher se achou no direito de fazer o mesmo, de começar a agir como homem.
Queremos espaço sim nessa sociedade machista, mas será que é desse jeito que seremos respeitadas?
A mulher quer ser reconhecida, quer ser vista e quer se fazer diferente do homem e superior a ele, mas será que ao trair e ser infiel, ter milhões de parceiros e desrespeitar a pessoa que está ao seu lado, ela está sendo superior? E ainda tem a capacidade de vir com a história de que "homem só muda de endereço", "homem não vale nada"... Mas o que estão 'valendo' as mulheres?
Uma pesquisa feita em uma Universidade de Londres comprovou que homens e mulheres com QI mais alto têm menos tendência a trair seus parceiros. Então, dá para concluir que a traição tem relação com inteligência, com evolução, certo?
Eu me questiono se quem trai, já foi traído em algum momento, se descobriu a traição. Posso garantir que é a pior sensação do mundo.
Você constrói sonhos e aspirações em torno de alguém que ama e saber que foi traído (a), destrói quaquer coisa e qualquer pessoa, por mais forte que seja; você se sente reduzido a quase nada, se sente trocado como se fosse uma mercadoria e não consegue parar de se perguntar onde foi que errou.
Você não errou! A pessoa ao seu lado não sabia amar.
Trair por que, ser infiel por que? Se o seu relacionamento está ruim, uma traição não vai fazer melhorar!
Essa desculpa é a pior de todas, sem dúvidas!
Eu olho o Mundo e as pessoas e, de verdade, não consigo ficar a vontade ao pensar em quais valores vamos deixar para as gerações futuras!
Começo esse post com uma pergunta: você perdoaria uma traição?
Bom, eu não.
E assim, faço outra pergunta: Por que as pessoas são infiéis?
Eu fui criada num mundo que parece ser paralelo ao das pessoas que eu conheço, já que a grande maioria das pessoas ao meu redor, considera traição algo normal.
A citação acima diz que fidelidade é manter relações amorosas somente com uma pessoa ou parceiro, por que não conseguimos (sim, generalizando), nos contentar com somente um relacionamento? Por que parece que a traição está cravada em nosso âmago?
Em que parte da história foi dito que trair é algo natural e que pode acontecer, quase que por acidente?
Quando você realmente ama alguém e acima disso, respeita esse mesmo alguém, só essa pessoa te basta, você não vê necessidade de olhar para mais ninguém e nem vontade de estar com outra pessoa, porque quem está ao seu lado, te completa, soma...
Sim, sou daquelas que acredita que a pessoa que trai, não ama e sim, sou criticada por pensar assim.
Já ouvi coisas do tipo: "Eu traio minha esposa só porque nós moramos longe um do outro, passamos muito tempo longe e eu me sinto sozinho. Mas eu amo muito a minha esposa."
Não, você não ama sua esposa. Quem você quer enganar?
O casamento costumava ser algo sagrado; parece que todos os valores estão sendo deixados para trás.
A relação extra conjugal sempre foi algo comum (mesmo assim, erradp), no Universo masculino. O homem sempre teve necessidade de auto afirmação e quase que por instinto animal, costumava ter mais de uma parceira. Mas em algum lugar do caminho, o qual não sei precisar, a mulher se achou no direito de fazer o mesmo, de começar a agir como homem.
Queremos espaço sim nessa sociedade machista, mas será que é desse jeito que seremos respeitadas?
A mulher quer ser reconhecida, quer ser vista e quer se fazer diferente do homem e superior a ele, mas será que ao trair e ser infiel, ter milhões de parceiros e desrespeitar a pessoa que está ao seu lado, ela está sendo superior? E ainda tem a capacidade de vir com a história de que "homem só muda de endereço", "homem não vale nada"... Mas o que estão 'valendo' as mulheres?
Uma pesquisa feita em uma Universidade de Londres comprovou que homens e mulheres com QI mais alto têm menos tendência a trair seus parceiros. Então, dá para concluir que a traição tem relação com inteligência, com evolução, certo?
Eu me questiono se quem trai, já foi traído em algum momento, se descobriu a traição. Posso garantir que é a pior sensação do mundo.
Você constrói sonhos e aspirações em torno de alguém que ama e saber que foi traído (a), destrói quaquer coisa e qualquer pessoa, por mais forte que seja; você se sente reduzido a quase nada, se sente trocado como se fosse uma mercadoria e não consegue parar de se perguntar onde foi que errou.
Você não errou! A pessoa ao seu lado não sabia amar.
Trair por que, ser infiel por que? Se o seu relacionamento está ruim, uma traição não vai fazer melhorar!
Essa desculpa é a pior de todas, sem dúvidas!
Eu olho o Mundo e as pessoas e, de verdade, não consigo ficar a vontade ao pensar em quais valores vamos deixar para as gerações futuras!
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O Óbvio
Por que é tão difícil para nós prestar atenção às coisas que estão na nossa frente; ou como diz a sabedoria popular: as coisas que estão na "nossa cara"?
Será que por ser óbvio demais não damos importância ou por que é fácil, ficamos desconfiados, pelo fato de estar ali ao alcance das mãos?
A verdade é que o ser humano é propenso a gostar do difícil, do que é inatingível, do impossível e do que mais faz sofrer.
O caminho para o impossível, gera expectativa, gera sonhos, gera desejos... E por fim, frustrações!
Posso exemplificar para ser mais fácil de ser compreendido: passamos a vida procurando felicidade plena, mas procuramos em coisas grandiosas e externas à nós e deixamos de procurar no lugar mais óbvio: dentro de nós.
A felicidade plena só existe em nosso interior e nós precisamos aprender a colocá-la para fora. A felicidade não é algo externo a nós; o que nos é externo, nos traz felicidade momentânea e nos faz acreditar que "felicidade não existe, o que existe são momentos felizes".
Felicidade existe sim! Só que não podemos esperar que ninguém seja feliz por nós ou que alguém nos ensine a ser felizes, e ninguém é capaz de nos fazer felizes. Quem acredita que é feliz porque outra pessoa o faz feliz, tem grandes chances de levar um tombo. Os únicos capazes de nos fazer felizes, somos nós mesmos, ninguém mais.
Um outro exemplo é a nossa procura eterna pelo amor verdadeiro.
Passamos a vida procurando felicidade, mas passamos a Eternidade procurando pelo amor.
Mas o básico para amar alguém, nós nunca fazemos.
Eu posso perguntar a qualquer pessoa, já esperando a resposta: quem de nós se ama realmente?
Poucas são as pessoas que dirão que se amam.
Ora, se não nos amamos e não nos respeitamos, como esperamos que alguém nos ame e nos respeite?
Um famoso escritor uma vez disse que todos os dias, deveríamos praticar o seguinte exercício: pegar um espelho e dizer "eu te amo"; assim, uma hora ou outra, aprenderemos a nos amar.
Mas será assim, tão difícil amar a si mesmo? Somos capazes de amar pessoas, animais, lugares, cheiros e até objetos, mas não conseguimos nos amar. É uma incongruência.
Mas enfim, voltemos a falar sobre nossa eterna busca pelo amor...
Mais uma vez, concluo ser algo óbvio. E por quê?
Simples: pense num amor que você já teve na vida, mesmo que não tenha dado certo. Feito isso, pense em todos os lugares onde você procurou antes de encontrar essa pessoa. Procurou bastante e em diversos lugares, certo? E essa pessoa estava onde? O mais próximo possível de você, com certeza.
Era um amigo, um conhecido, alguém que trabalhava perto da sua casa, mas que por algum motivo, você nunca olhou com outros olhos ou que nunca enxergou de maneira diferente, até um dia, seu coração bater de maneira diferente por esse alguém ou por ter passado a enxergá-lo.
Exercitar nosso amor próprio é o primeiro passo, inclusive para encontrar a tal felicidade que tanto buscamos.
Já passou da hora de pararmos de depender de outras pessoas para podermos ser felizes de verdade.
O segundo passo, é passar a prestar atenção nas pequenas coisas, àquelas que consideramos sem valor e prestar atenção às pessoas a nossa volta. Tem sempre alguém por perto, que vai fazer diferença. SEMPRE!
Temos que parar com essa busca desenfreada por tudo e em lugares inusitados.
O que mais queremos, encontramos nos lugares mais óbvios!
Será que por ser óbvio demais não damos importância ou por que é fácil, ficamos desconfiados, pelo fato de estar ali ao alcance das mãos?
A verdade é que o ser humano é propenso a gostar do difícil, do que é inatingível, do impossível e do que mais faz sofrer.
O caminho para o impossível, gera expectativa, gera sonhos, gera desejos... E por fim, frustrações!
Posso exemplificar para ser mais fácil de ser compreendido: passamos a vida procurando felicidade plena, mas procuramos em coisas grandiosas e externas à nós e deixamos de procurar no lugar mais óbvio: dentro de nós.
A felicidade plena só existe em nosso interior e nós precisamos aprender a colocá-la para fora. A felicidade não é algo externo a nós; o que nos é externo, nos traz felicidade momentânea e nos faz acreditar que "felicidade não existe, o que existe são momentos felizes".
Felicidade existe sim! Só que não podemos esperar que ninguém seja feliz por nós ou que alguém nos ensine a ser felizes, e ninguém é capaz de nos fazer felizes. Quem acredita que é feliz porque outra pessoa o faz feliz, tem grandes chances de levar um tombo. Os únicos capazes de nos fazer felizes, somos nós mesmos, ninguém mais.
Um outro exemplo é a nossa procura eterna pelo amor verdadeiro.
Passamos a vida procurando felicidade, mas passamos a Eternidade procurando pelo amor.
Mas o básico para amar alguém, nós nunca fazemos.
Eu posso perguntar a qualquer pessoa, já esperando a resposta: quem de nós se ama realmente?
Poucas são as pessoas que dirão que se amam.
Ora, se não nos amamos e não nos respeitamos, como esperamos que alguém nos ame e nos respeite?
Um famoso escritor uma vez disse que todos os dias, deveríamos praticar o seguinte exercício: pegar um espelho e dizer "eu te amo"; assim, uma hora ou outra, aprenderemos a nos amar.
Mas será assim, tão difícil amar a si mesmo? Somos capazes de amar pessoas, animais, lugares, cheiros e até objetos, mas não conseguimos nos amar. É uma incongruência.
Mas enfim, voltemos a falar sobre nossa eterna busca pelo amor...
Mais uma vez, concluo ser algo óbvio. E por quê?
Simples: pense num amor que você já teve na vida, mesmo que não tenha dado certo. Feito isso, pense em todos os lugares onde você procurou antes de encontrar essa pessoa. Procurou bastante e em diversos lugares, certo? E essa pessoa estava onde? O mais próximo possível de você, com certeza.
Era um amigo, um conhecido, alguém que trabalhava perto da sua casa, mas que por algum motivo, você nunca olhou com outros olhos ou que nunca enxergou de maneira diferente, até um dia, seu coração bater de maneira diferente por esse alguém ou por ter passado a enxergá-lo.
Exercitar nosso amor próprio é o primeiro passo, inclusive para encontrar a tal felicidade que tanto buscamos.
Já passou da hora de pararmos de depender de outras pessoas para podermos ser felizes de verdade.
O segundo passo, é passar a prestar atenção nas pequenas coisas, àquelas que consideramos sem valor e prestar atenção às pessoas a nossa volta. Tem sempre alguém por perto, que vai fazer diferença. SEMPRE!
Temos que parar com essa busca desenfreada por tudo e em lugares inusitados.
O que mais queremos, encontramos nos lugares mais óbvios!
sábado, 29 de janeiro de 2011
Nós e a Sociedade
Venho elaborando esse texto na minha cabeça há algum tempo e acho que ele vai ser exposto no momento certo, visto que tenho observado bastante (mais do que o normal) a sociedade em geral, as pessoas, enfim.
Sempre observei demais as pessoas, sempre tive o hábito de prestar atenção ao que fazem, vendo a maneira que andam, a maneira como se vestem, como falam. Posso dizer que, nesse ponto, sou 'fofoqueira', por analisar demais e prestar muita atenção às pessoas.
Mas não acho que seja um hábito de todo ruim, já que fazendo isso, melhoro bastante coisa em mim mesma.
É interessante demais observar as crianças. Mas não criancinhas de 2, 3 e 4 anos; é interessante observar crianças naquele momento em que elas começam a ter maior percepção do mundo a sua volta.
Alguém já parou para ver o quanto uma criança pode ser cruel e o quanto algumas crianças fazem distinção entre os demais, nos seus grupinhos de brincadeiras?
Não falo de todas as crianças, é óbvio, mas é nesse período que parece que os laços de afinidade começam a se formar, parece que é nesse período que começamos a deixar a sociedade influir nas nossas vidas de uma maneira absurda, a qual não deveríamos permitir.
Se você olhar um grupo bem misto de crianças, você verá: negros, brancos, ruivos, japoneses, gordinhos e magrinhos. Certo? E daí, nascem as titulações e também, o afastamento e o isolamento de algumas crianças.
Os ruivos sempre serão os 'cabeça de fósforo', 'ferrugem', 'cabelo de fogo'...
Os japoneses sempre serão indagados: 'nossa! você enxerga direito com esse olhinho puxadinho?'
Os gordinhos sempre serão 'os palhaços', 'rolha de poço'...
Os magrinhos sempre serão 'palitos', 'salsicha do Scooby Doo'...
Os negros sempre serão 'queimadinhos', 'neguinhos'...
E os demais sempre serão os normais.
Mas espera um pouco aí... Quer dizer, então, que se não formos brancos, magros, altos, robustos e de olhos azuis, não somos considerados 'normais'?
Que tipo de sociedade é essa que exclui tanto e a tantas pessoas?
É nessa fase, de criança, que os 'diferentes', começam a ser deixados de lado e é algo que dura bastante, muitas vezes, até o início da Faculdade e que deixa marcas permanentes nos mesmos.
Nós, brasileiros especialmente, vivemos num país de maioria negra, baixa, de olhos negros, de cabelos negros e acima do peso.
Aliás, grande maioria da população mundial está acima do peso. Então, por que o 'normal' é ser como uma modelo subnutrida?
Às vezes me indago se em algum momento, a humanidade se olhou e se aproximou sem se preocupar com o que as pessoas tinham em seu exterior; ou será que esse momento ainda nem chegou? Será que ainda vamos experimentar isso?
As mulheres vivem numa rotina louca de academia o dia inteiro, quase não comer nada a cada 3 horas e chás milagrosos a fim de acabar com imperfeições que, às vezes, só existem na cabeça delas.
Que mulher não tem celulite, que mulher não tem estria, que mulher não acorda com olheiras, que mulher não acorda com o cabelo revoltado pelo menos um dia na semana, que mulher não tem tpm?
E essa mania louca, começou a atingir, também, aos homens... Os homens começaram a colocar silicone no peitoral para que parecesse que malham pesado.
Oi? Em que mundo mesmo estamos vivendo?
Por que não conseguimos viver felizes com o que temos, com o que somos? Por que essa eterna busca por uma beleza que sequer existe?
A beleza que vemos na mídia, não é real. Será que ninguém nunca parou pra pensar nisso?
A todo momento, desde crianças, somos instruídos ao 'modelo certo de beleza' e passamos uma vida inteira escravos disso e tentando fazer com que nossos corpos e nosso estilo de vida se modifiquem de maneira absurda.
Acho que já passou da hora de vivermos por conta própria e fazermos as coisas que quiséssemos fazer.
O que nós temos por fora, vai acabar... Dificilmente as pessoas vão lembrar de você por um longo tempo pelo que você é por fora.
Você será lembrado, sim, pelo que tem por fora, mas durante um período muito curto de tempo.
O que fará as pessoas lembrarem de você sempre e durante muitos anos, é o seu caráter, a sua maneira de ser e agir, ou seja, o que você traz dentro de você.
Mude se for para mudar por você, por ninguém mais. Ninguém merece tanto esforço assim da sua parte, só você mesmo se for o que você desejar.
Fomos feitos à imagem e semelhança Dele, certo? E se Ele é perfeito, também somos. Cada um a sua maneira, claro, mas somos perfeitos e belos.
Viva sem medo e sem influências externas.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Os Inícios
Por que os inícios são sempre fáceis? E quando falo de inícios, falo de inícios em geral.
Todo começo é maravilhoso: o começo de uma nova vida, o começo da vida em um lugar novo, o começo da Faculdade, o começo de um relacionamento... Enfim, inícios são sempre fáceis, prazerosos e felizes.
Mas por que, então, não conseguimos levar adiante, não conseguimos estender para o meio e para o final a felicidade que sentimos quando iniciamos alguma coisa, algum projeto, quando nos propomos a iniciar algo, seja lá o que for?
Será tão difícil assim administrar algo que queríamos tanto num primeiro momento?
Na verdade, nunca estamos preparados para o que vem após o começo; ficamos entusiasmados e acabamos nos esquecendo que o começo não dura eternamente, o meio virá e se não tomarmos cuidado, o fim chega muito rápido; muito mais rápido, até, do que imaginamos.
Não sabemos controlar nossa ansiedade e menos ainda, as nossas expectativas naquilo em que estamos investindo.
Por que não conseguimos ser realistas? Colocar os pés no chão, mesmo sonhando e ter noção de que pode dar errado; e se der errado, o que fazer depois?
É fácil entender como os começos são felizes quando falamos de relacionamentos amorosos: um casal com até 8 meses de relacionamento, vive a sua melhor fase, sem sombra de dúvida.
Eles ainda estão encontrando os pontos em comum e os pontos de divergência parecem nem existir; é como se tivessem sido feitos um para o outro.
As brigas são praticamente inexistentes, os planos são muitos, os sorrisos, os abraços, os beijos... É uma fase de verdadeiro conhecimento, é quando eles ficam se testando, mesmo que inconscientemente.
Após esses meses iniciais, parece que aquele casal que antes vivia junto, que vivia sorrindo, se transforma num casal completamente diferente. Parece até que são duas pessoas completamente estranhas uma a outra; é como se nunca tivessem se visto ou se falado antes.
Parece que eles começam a mostrar o seu verdadeiro 'eu'!
Por que temos essa "mania" de querer impressionar o outro mostrando o que não somos?
O ser humano não consegue fingir por muito tempo, em algum momento ele vai tropeçar e vai deixar claro quem é de verdade, o que gosta de verdade e o que não gosta.
Mas por que não fazer isso no início?
Quando um relacionamento começa, é como a busca por emprego. Quando você procura por um emprego, tudo que o empregador ofereça, de bom e de ruim, você concorda, e por que? Simples, porque você quer o emprego!
Porém, passadas algumas semanas você começa a reclamar de absolutamente tudo... Reclama do salário, reclama do chefe, reclama dos colegas de trabalho, reclama por ter que trabalhar aos sábados, reclama, reclama, reclama...
Analisando friamente, um relacionamento é bem parecido.
Quando você começa um relacionamento com alguém, você percebe do que a pessoa gosta, do que ela não gosta, se é ciumenta, se é chata, se é grudenta, se faz perguntas demais, se faz perguntas de menos, se é carinhosa, se é desligada, se é companheira... Enfim, você percebe, mas finge não perceber porque quer que o relacionamento dê certo e o que faz? Aceita todos os defeitos achando que vai ser capaz de mudar a outra pessoa com o seu amor e sua dedicação.
Um segredo? Ninguém é capaz de mudar ninguém.
Só mudamos quando queremos mudar, não quando outro quer que mudemos.
Desde o início, você vai saber quando uma pessoa está pronta ou não para um relacionamento, basta prestar atenção.
O problema é que deixamos o sentimento falar alto demais e acabamos por sufocar a razão; isso não pode acontecer.
Não precisamos de surpresas desagradáveis, não precisamos nos deparar, de repente, com um outro 'eu' da pessoa que está do nosso lado. Para isso, basta apenas prestar atenção aos sinais e é isso que não fazemos.
O nosso mal, é não prestar atenção nas pequenas coisas; são elas que realmente têm importância.
Nada grandioso é realmente importante... Não são as coisas grandiosas que mostram quem somos de verdade. Pense!
Os começos são bons, muito bons... Aproveite-os! Mas saiba como aproveitá-los.
Não viva como se aquela fosse a última oportunidade da sua vida, pois com certeza você acabará por misturar 'pé com cabeça' e as chances desse começo se transformar em meio e fim, são mínimas.
Subestimamos demais nossos relacionamentos, achando que eles se auto regulam e que vão terminar bem, mesmo sem que façamos algo para que terminem bem.
Queremos que tudo seja diferente, que nossos começos sejam diferentes... Para isso, temos que fazer diferente, agir diferente.
Se deixarmos as coisas correrem soltas e esperarmos demais dos nossos 'começos', vamos terminar sofrendo e achando que nada, nunca vai dar certo.
Por fim, uma reflexão, a qual me guiou para esse post sobre os inícios:
"Os inícios são sempre ótimos e os finais, sempre tristes... mas o que acontece no meio é o que realmente importa! Quando vier o começo, controle a ansiedade, para que tudo termine bem"
Todo começo é maravilhoso: o começo de uma nova vida, o começo da vida em um lugar novo, o começo da Faculdade, o começo de um relacionamento... Enfim, inícios são sempre fáceis, prazerosos e felizes.
Mas por que, então, não conseguimos levar adiante, não conseguimos estender para o meio e para o final a felicidade que sentimos quando iniciamos alguma coisa, algum projeto, quando nos propomos a iniciar algo, seja lá o que for?
Será tão difícil assim administrar algo que queríamos tanto num primeiro momento?
Na verdade, nunca estamos preparados para o que vem após o começo; ficamos entusiasmados e acabamos nos esquecendo que o começo não dura eternamente, o meio virá e se não tomarmos cuidado, o fim chega muito rápido; muito mais rápido, até, do que imaginamos.
Não sabemos controlar nossa ansiedade e menos ainda, as nossas expectativas naquilo em que estamos investindo.
Por que não conseguimos ser realistas? Colocar os pés no chão, mesmo sonhando e ter noção de que pode dar errado; e se der errado, o que fazer depois?
É fácil entender como os começos são felizes quando falamos de relacionamentos amorosos: um casal com até 8 meses de relacionamento, vive a sua melhor fase, sem sombra de dúvida.
Eles ainda estão encontrando os pontos em comum e os pontos de divergência parecem nem existir; é como se tivessem sido feitos um para o outro.
As brigas são praticamente inexistentes, os planos são muitos, os sorrisos, os abraços, os beijos... É uma fase de verdadeiro conhecimento, é quando eles ficam se testando, mesmo que inconscientemente.
Após esses meses iniciais, parece que aquele casal que antes vivia junto, que vivia sorrindo, se transforma num casal completamente diferente. Parece até que são duas pessoas completamente estranhas uma a outra; é como se nunca tivessem se visto ou se falado antes.
Parece que eles começam a mostrar o seu verdadeiro 'eu'!
Por que temos essa "mania" de querer impressionar o outro mostrando o que não somos?
O ser humano não consegue fingir por muito tempo, em algum momento ele vai tropeçar e vai deixar claro quem é de verdade, o que gosta de verdade e o que não gosta.
Mas por que não fazer isso no início?
Quando um relacionamento começa, é como a busca por emprego. Quando você procura por um emprego, tudo que o empregador ofereça, de bom e de ruim, você concorda, e por que? Simples, porque você quer o emprego!
Porém, passadas algumas semanas você começa a reclamar de absolutamente tudo... Reclama do salário, reclama do chefe, reclama dos colegas de trabalho, reclama por ter que trabalhar aos sábados, reclama, reclama, reclama...
Analisando friamente, um relacionamento é bem parecido.
Quando você começa um relacionamento com alguém, você percebe do que a pessoa gosta, do que ela não gosta, se é ciumenta, se é chata, se é grudenta, se faz perguntas demais, se faz perguntas de menos, se é carinhosa, se é desligada, se é companheira... Enfim, você percebe, mas finge não perceber porque quer que o relacionamento dê certo e o que faz? Aceita todos os defeitos achando que vai ser capaz de mudar a outra pessoa com o seu amor e sua dedicação.
Um segredo? Ninguém é capaz de mudar ninguém.
Só mudamos quando queremos mudar, não quando outro quer que mudemos.
Desde o início, você vai saber quando uma pessoa está pronta ou não para um relacionamento, basta prestar atenção.
O problema é que deixamos o sentimento falar alto demais e acabamos por sufocar a razão; isso não pode acontecer.
Não precisamos de surpresas desagradáveis, não precisamos nos deparar, de repente, com um outro 'eu' da pessoa que está do nosso lado. Para isso, basta apenas prestar atenção aos sinais e é isso que não fazemos.
O nosso mal, é não prestar atenção nas pequenas coisas; são elas que realmente têm importância.
Nada grandioso é realmente importante... Não são as coisas grandiosas que mostram quem somos de verdade. Pense!
Os começos são bons, muito bons... Aproveite-os! Mas saiba como aproveitá-los.
Não viva como se aquela fosse a última oportunidade da sua vida, pois com certeza você acabará por misturar 'pé com cabeça' e as chances desse começo se transformar em meio e fim, são mínimas.
Subestimamos demais nossos relacionamentos, achando que eles se auto regulam e que vão terminar bem, mesmo sem que façamos algo para que terminem bem.
Queremos que tudo seja diferente, que nossos começos sejam diferentes... Para isso, temos que fazer diferente, agir diferente.
Se deixarmos as coisas correrem soltas e esperarmos demais dos nossos 'começos', vamos terminar sofrendo e achando que nada, nunca vai dar certo.
Por fim, uma reflexão, a qual me guiou para esse post sobre os inícios:
"Os inícios são sempre ótimos e os finais, sempre tristes... mas o que acontece no meio é o que realmente importa! Quando vier o começo, controle a ansiedade, para que tudo termine bem"
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