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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Até quando?

Será que existe um limite saudável para esperar uma pessoa que se foi, mas prometeu voltar? Será que essa mesma pessoa sabe a dor da espera?
Esperar por alguém causa os mais diferentes sentimentos: saudade, ansiedade, angústia... por fim, gera mágoa.
Mágoa por não entender como alguém pode amar tanto, mas ainda assim abrir mão desse amor - seja por qual motivo for -, mas prometendo um dia retornar pra viver tudo aquilo que ainda não havia sido vivido; mágoa por não saber quanto tempo essa espera pode durar; mágoa por não conseguir compreender quais foram as motivações do outro ao tomar uma decisão assim...
As pessoas têm a terrível mania de desistir diante de um obstáculo e depois sofrem por não saber como teria sido se tivessem enfrentado toda aquela dificuldade por, quem sabe, um desfecho muito melhor.
Pense em tudo que se perde ao 'dar um tempo': perdem-se sorrisos, perdem-se momentos, fragiliza-se o amor, fragiliza-se a confiança... ou não! 
É a famosa máxima que diz que 'a distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.' E é uma realidade... amores verdadeiros sobrevivem a determinados traumas, a distâncias e ainda a rompimentos estúpidos por motivos efêmeros.
Mas quanto tempo dura uma espera sem que ultrapasse o limite da sanidade mental ou ainda da sanidade do próprio corpo? 
Você olha para aquela pessoa e ela parece tão distante e tão impossível de alcançar, de tocar... e ela olha para você tentando fingir que não se importa, mas você a pega te olhando enquanto você se distrai; ela pretende te convencer que não se importa mais, mas na primeira situação de risco, ela mostra o desespero real que sente ao ver que você pode partir e deixá-la pra trás, ainda que não a esqueça.
E a sua vontade é de fugir, de correr pra longe e começar uma vida onde essa mesma pessoa não exista. Mas como? Como é possível ir para outro lugar, conhecer outras pessoas e construir uma vida diferente, se o seu coração te trai a todo momento e te faz lembrar e sentir saudade da pessoa que você deixou para trás?
Até que um dia, surge-se um tempo determinado: estabilizar a vida e seguir um caminho juntos!
Mas ora, quem disse que você já queria encontrar o caminho todo pronto, com tudo bonito, construído e só assim encarar a vida daquele ponto em diante? Você queria era encarar junto as dificuldades, construir tudo em comum acordo, ver as flores brotando pouco a pouco nos caminhos percorridos juntos, lado a lado e telefonar toda a noite pra contar os avanços e os entraves de todos os dias.
Tolice esperar por um momento onde as vidas já estejam completamente nos devidos lugares enquanto dois corações sofrem na escuridão e na dúvida por estarem separados. 
Até quando tanto sofrimento?

domingo, 3 de junho de 2012

Retrocessos, Sentimentos, Avanços

E quando pensamos que já havíamos aprendido, percebemos que a vida nunca cansa de nos ensinar novas lições e não para de nos mostrar repetidamente coisas que já sabíamos, mas que insistimos em fazer de novo e de novo: insistimos em errar de novo e de novo.

Em pouco menos de um segundo você pode ir do céu ao inferno e se dar conta de que mais uma vez, a vida vai jogar você no chão a fim de apontar o seu erro; com o simples intuito de fazer você se levantar mais forte, mais maduro, mais preparado...

Nosso maior erro? A boa e velha expectativa... Esperar que o outro faça por você o que você faria por ele, vai culminar numa frustração imensurável!Não que você não deva fazer nada pelo outro, não é isso... 

Faça sim! Afinal, quem não gosta de receber carinho, atenção e dedicação do outro? Enquanto vocês estiverem juntos: que seja eterno enquanto dure! Que aquela seja a única pessoa no Mundo, como se fosse a ultima e como se somente aquele ser pudesse te fazer feliz, como se somente ele fosse o detentor da sua felicidade...

Entregue-se, por que não? Mas mantenha os pés no chão! Deixe o seu coração voar, mas nunca sua razão... Tenha plena convicção de que sonhos terminam no momento em que você abre os olhos: a pior coisa do Mundo, é ver seus castelos desmoronarem na sua frente sem que você possa fazer nada para deter.

Você acredita ter um relacionamento com bases fortes: existe amor, existe carinho, companheirismo, sorrisos, cumplicidade... E de uma hora para outra, parece que nada daquilo existiu um dia; você sente como se só você tivesse vivido tudo aquilo, sente como se só tivesse sido intenso e real para você... É como se você tivesse amado sozinho por muito tempo.

Então, nada melhor do que querer que dure, mas ter em mente que pode acabar...Vai doer e vai doer muito, principalmente quando você sentir que o outro parece indiferente a sua dor. Ele pode até estar sofrendo, mas não vai demonstrar, porque afinal, quem gosta de dar o braço a torcer?

O problema é que o orgulho destrói sonhos felizes desde que o mundo é mundo... Mas como entender que seu orgulho possa ser maior do que o que você dizia sentir por aquele alguém que ficou ali do seu lado durante tanto tempo?

Durante um tempo, você vai querer lutar por tudo aquilo que você acreditava ser o melhor para você, inclusive porque por um período determinado, aquela pessoa era o que você acreditava ser melhor pra você; isso vai durar até o momento em que você percebe que está lutando sozinho, que está gastando suas energias com algo que não tem mais solução, que talvez não tenha mais futuro, que só vai te trazer dor e sofrimento...

Quando você resolve desistir, não quer dizer que você é fraco, aliás quando você sentir falta do que passou, também não se considere fraco... Quando você desiste, você demonstra inteligência, pois de nada adianta gastar tempo e energia lutando só, é uma luta injusta demais; quando você sente falta, só mostra que você guarda na memória os bons momentos vividos, apesar de não querer dizer que você os queira de volta.

Bom mesmo é saber que todas as crises passam, que todos os sorrisos voltam e que novas pessoas chegam...

Sofra o tempo que julgar necessário, se feche, chore, grite, mas quando aquela mola que existe no fundo de todo poço te impulsionar pra cima novamente, esteja radiante e reluza como ouro! 

Porém, sofra sozinho, você consigo mesmo... Para os outros, seja sempre feliz, sorridente, disponível... Ninguém precisa saber da sua dor ou do tamanho da sua dor!

Por fim: "Supere isso e se não conseguir, supere a necessidade de falar sobre isso!"



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Arte da Escrita

Aprendemos na Escola, ainda muito novos que escrever é realmente uma arte, aprendemos ainda que escrever é produzir e emitir ideias por meio de um assunto concreto, usando canais de comunicação que facilitam o entendimento do receptor.
Durante os anos de colégio, sempre que o assunto era redigir um texto, alguém fazia careta, olhava torto, fazia bico... Enquanto alguns, maravilhavam-se com a ideia de ter que escrever, de mergulhar em algum mundo desconhecido, imaginário e se perder ali.
O escritor apaixona-se ainda nessa fase por essa arte milenar e carrega essa paixão até findar sua vida terrena.
Descobre-se assim, que escrever não é apenas produzir e emitir ideias, escrever é viajar em um Universo paralelo, encontrar, explorar, descobrir novos lugares... Escrever é ajudar alguém com as suas palavras, pois elas sempre tocam o coração das pessoas de alguma maneira!
Dizem que os escritores são, normalmente, pessoas solitárias, deprimidas, de poucos amigos, de muitos amores que não deram certo... Em parte, isso é real sim!
Imaginemos: um local de festa, onde todos estão rindo, brincando, pulando e cantarolando... Será que esse é o lugar ideal para você escrever um conto sobre uma paixão avassaladora, por exemplo?
Escrever é, de verdade, um momento de reclusão, onde o autor precisa de um espaço pacífico, silencioso e a sós com seus próprios pensamentos, para poder produzir algo que toque o coração de alguém; afinal de contas, a mensagem subliminar por trás de cada texto, é a de tocar alguém, fazer com que alguém se identifique com o que você está redigindo.
Por conta disso, aquele que escreve é visto como antissocial, estranho, excluído socialmente; aquele que sofre e faz de suas perdas uma novela mexicana e as transforma em contos.
Os melhores textos, dos maiores autores já conhecidos, foram redigidos em momentos de crise em suas vidas; é da dor que nascem as mais belas poesias, as mais belas palavras...
Quando vemos o quão desvalorizada está nossa língua e o quanto as pessoas estão se afastando dessa arte - da arte da leitura inclusive -, a tristeza é muito grande.
Por que nossas crianças não são influenciadas a ler? E eu não digo somente os livros didáticos do colégio, aqueles super conhecidos que todos temos que ler; falo de uma dinâmica diferente, onde as crianças seriam influenciadas a escolherem algum livro, qualquer livro e não que fossem impostas a ler algo.
Ao chegar na Universidade, você percebe a lacuna deixada por sua formação básica, no momento em que você necessita ler diversos textos para aprender realmente a profissão escolhida ou que você necessita produzir um trabalho Universitário ou mesmo fazer uma prova. A dificuldade é enorme e por que? Porque você não tem e nunca teve o hábito de ler e muito menos teve o hábito de praticar a escrita.
Vejo a escrita - o amor pela mesma - e a leitura como privilégio de poucos: é uma dádiva ter ideias que se transferem para o papel e atingem a várias pessoas, independente se elas gostem ou não ou concordem ou não com aquilo que você está escrevendo; é uma dádiva amar as palavras a ponto de 'devorar' um livro por semana e ter milhões de livros de poesia espalhados pela casa, recorrendo a eles sempre que necessário, por saber que sempre tem uma poesia ali que marca cada fase da sua vida.
A todos os meus amigos escritores, eu digo: agradeçam por esse dom que lhes foi dado e usem com sabedoria, causando os mais variados tipos de sentimentos naqueles que vão ler; ainda que sejam sentimentos ruins, serão sentimentos e isso é sinal de que você está usando seu dom da maneira correta, até porque o verdadeiro prazer é escrever, a leitura dos demais também é prazerosa, porém é um prazer mais superficial. Agradeçam ainda pelo amor e devoção que vocês têm às palavras e elas sempre lhes serão gratas por isso.
Termino com uma citação de Gabriel Perissé, que diz muito sobre aqueles que escrevem e aqui eu me incluo:
"Escrever é vício, é adiar a morte, é 'um ócio trabalhoso', como disse Goethe.
Escrever é fugir, é voltar, é abrir uma janela, é fechar-se em casa, é queimar a casa, é reconstruir a casa, é pregar-se na cruz, é ressuscitar, é recriar o mundo.
Escrever nos torna mais humanos. Nem por isso mais virtuosos. Escrever é roer os ossos do medo. Repudiar a felicidade como facilidade. É inspirar-se quando não há inspiração. É pintar, musicar, teatralizar, filmar, esculpir, dançar."

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

É Fácil Falar

Analise: Quantos problemas você enfrenta todos os dias, desde o momento em que você acorda, até o momento em que você vai dormir? Quantos caminhos você tem que escolher? Quantas coisas você tem que optar fazer ou não? Quantas lágrimas você derrama em determinados momentos?
Agora pense: Quantas pessoas te dão apoio quando você precisa? Quantos amigos ficam do seu lado quando você precisa de ombro, de colo? E na sua família, quantas pessoas ouvem - mas realmente ouvem - o que você tem a dizer, ouvem suas lamentações?
Ser bom ouvinte e bom conselheiro, é uma dádiva! Não é qualquer pessoa que consegue sentar, ouvir tudo o que você tem a dizer e que se propõe a resolver junto com você o seu problema; ainda que o outro não consiga resolver nada por você e que não consiga fazer a sua dor passar, só ter aquela pessoa ali, do seu lado, te ouvindo e te oferecendo colo já é a melhor coisa do Mundo.
Mas quantas pessoas sabem fazer isso? Quantas pessoas tem a sensibilidade de entender e respeitar o seu momento? Quem consegue entender o seu momento e entender que no momento da dor, você não quer um choque de realidade? Por mais que você já saiba da realidade, naquele momento, você só quer curtir a sua dor, você só quer uma companhia para te amparar e não que alguém fique ao seu lado dizendo 'eu te avisei' ou 'essa não é a sua primeira desilusão e nem vai ser a última'.
Sim, cada pessoa tem uma maneira de confortar o outro; porém, saber calar-se em alguns momentos, é essencial. Afinal de contas, a última coisa que alguém em pleno sofrimento quer ouvir é: 'Ah para de frescura! Você faz disso um evento, parece até que morreu alguém.'
Quem está de fora e que não tem a tal sensibilidade citada anteriormente, não sabe que REALMENTE para você tudo que está acontecendo é um evento sim, um tremendo evento! É a sua vida, ora bolas; aconteceu algo com você, você tem sentimentos e está sofrendo... E sim, morreu alguém! Um pedaço seu morreu, um pedaço seu está despedaçado; seja lá por qual motivo for.
Quando algumas pessoas dizem 'pra quem está de fora é fácil falar', é a mais pura verdade! Se você não tem envolvimento nenhum naquela situação toda, você dá milhões de opiniões e a maioria delas só fere ainda mais alguém que já está sofrendo horrores!
Por que a gente não aprende que uma pessoa em sofrimento não quer nada mais do que um colo para chorar? Muitas vezes ela nem precisa de palavras bonitas, de grandes filosofias, de grandes conselhos... Ela só precisa que você pegue na mão dela e diga: 'Estou aqui, conta comigo para o que precisar. Chora, coloca tudo para fora e saiba que meu ombro está a disposição.'
Sofrer não é frescura, sofrer não é fazer tempestade em copo d'água... Uns sofrem de uma maneira, outros sofrem de outra; algumas pessoas são mais intensas que as outras, é simples!
Temos que aprender a respeitar as especificidades - além de aprender a respeitar o espaço - dos outros; podemos ter maneiras de pensar bem parecidas às vezes, o que leva a aproximação de essa ou aquela pessoa, mas não somos iguais, não pensamos da mesma maneira, não agimos da mesma maneira, não sofremos da mesma maneira.
Passou da hora de aprender que calar e simplesmente ouvir, pode ser um santo remédio e uma ajuda imensurável ao outro; sim, é fácil falar, difícil mesmo é saber ouvir!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Distância


“A distância aproxima e fortalece os verdadeiros amores e faz cair por terra os leves entusiasmos.”
Célebre frase... De uma pessoa muito querida e muito inteligente, para dar início a presente reflexão.
Acredito que a tão temida distância tenha sido, ao longo do tempo, principal tema de reflexão – depois da saudade e do amor não correspondido – dos poetas, Mundo afora.
Mas por que a distância é algo que assusta tanto e que consegue acabar com tantos sonhos?
Imaginemos a seguinte situação: um casal se conhece, se entusiasma, o sentimento começa a surgir e eles esquecem de todo o resto, nada parece ser empecilho ( e realmente, nada é empecilho)... De repente, como se ambos acordassem de um sonho bom, deixam-se abater pela distância.
E é algo que vem com tanta força que, aos poucos, vai fazendo com que uma história linda, seja jogada fora antes mesmo de se concretizar e transforme-se em frustração.
Mas uma pergunta: Por que, essa mesma distância, aproxima tanto os amigos?
Afinal de contas, nada há de diferente na distância. Será que as bases desses sentimentos é que são diferentes – uma mais sólida e a outra menos?
Acredito que, quando tratamos de um relacionamento amoroso, existe muito mais do que o medo de ficar longe da pessoa que se ama; vai além somente da carência ou da necessidade de ter por perto a todo tempo essa mesma pessoa.. Acredito, na verdade, que tenha a ver com insegurança ou com medo de ter longe dos olhos esse alguém!
Insegurança e/ou falta de confiança em si mesmo e no outro. E se for assim, realmente nada consegue se sustentar por muito tempo!
Não adianta dizer que relacionamento a distância não existe ou que não aceita ou que não consegue... Quando algo tem que ser, não tem jeito, a distância vira um grão de areia!
Reflita, pense em quantas histórias felizes você já ouviu por aí, quantos finais felizes, de pessoas que durante um período (pelos mais diversos motivos), tiveram que manter um relacionamento assim, a distância. Exemplos não faltam.
Pode dar certo sim e dá certo quando há interesse de ambas as partes para que dê certo; e para além, quando há sentimento – real sentimento – envolvido e envolvendo essas duas pessoas.
A distância é, somente, mais um obstáculo, mais uma prova posta àqueles que se amam (e aqui falando de todas as formas de amor).
Se você desistir em qualquer obstáculo, nunca conseguirá ser feliz; se não tentar, nunca saberá o que poderia ter acontecido.
Fato é que, quando lutamos pelo que queremos, por mais difícil ou impossível que possa parecer, se lutarmos com garra e vontade, sem desanimar, a vida dá um jeito e coloca tudo no lugar.
Distância? Coisa insignificante! 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tempos de Mudança

Há alguns dias atrás, eu conversava com uma senhora e falávamos sobre mudanças; ela me falava sobre a necessidade que o ser humano tem de mudar sempre alguma coisa na vida e eu perguntei a ela o que ela mudaria na vida dela, nesse momento.
Ela riu e disse que não mudaria nada, porque na idade dela, não há o que mudar; disse ainda que a idade das mudanças, é a minha, após isso, ficamos somente esperando as coisas acontecerem com resignação.
Por que essa certeza de que nada pode mudar após um certo tempo? Existe idade para mudar?
E por que essa eterna busca pelo novo? Será que precisamos mesmo de mudanças constantes?
O que fica aparente é que nunca estamos realmente satisfeitos ou felizes com o que temos em nossas vidas e estamos sempre procurando algo que nos leve em uma nova direção.
Não me parece ser insatisfação ou infelicidade, como queiram... Vejo nossas vidas como livros, onde os capítulos são escritos a medida que escolhemos o caminho certo a seguir, para onde ir, que mudanças fazer!
Em alguns momentos, achamos que não estamos preparados para mudanças, em outros precisamos delas de maneira quase absurda.
O medo de mudar, nada mais é, do que medo do desconhecido. Afinal de contas, o que existe depois da curva?
Existem momentos nas nossas vidas, em que ficamos muito presos ao passado, questionando, analisando, pensando sobre o que teria acontecido, se tivéssemos agido de outra maneira. Ficamos mergulhados durante longos períodos em nosso passado, até que em algum momento, percebemos que é hora de seguir em frente e fazer tudo diferente; Eis aí, a primeira e mais importante mudança da vida: a mudança interior.
De repente percebemos, que passamos tanto tempo presos a uma lembrança passada e as pessoas mudaram, as paisagens mudaram, as circunstâncias mudaram... E então, você decide fazer uma análise íntima e percebe, que você também mudou, mesmo que só um pouco. 
A partir disso, você decide fazer uma revolução na sua vida e vê que o céu é o limite para tantas coisas que você imagina fazer e quer fazer; Você, então, percebe quanto tempo perdeu e se dá conta que a mudança é uma lei natural da vida e quem fica olhando somente para o passado ou preocupado com o presente, acaba sendo esquecido no futuro.
Oportunidades perdidas? Várias!
Novas oportunidades? Milhares!
Basta abrir os olhos para elas... Oportunidades sempre existirão, basta estarmos atentos a elas.
A partir dessa reforma íntima, começamos a querer mudar tudo a nossa volta... Então, mude!
Mude os móveis de lugar, mude a cor do cabelo, mude a cor do esmalte, mude sua cor preferida, mude de amigos se os que você tem não te fazem bem, mude de cidade se for conveniente, mude!
Jogue fora o que já não te serve mais... Abra o armário e veja quanta coisa você guardou e que não precisa!
Abra, principalmente, o armário do seu coração e livre-se de todos os sentimentos que já não são mais convenientes a sua nova forma de viver e de enxergar o mundo!
Temos que parar de ter medo da vida, parar de achar que há idade para tudo, parar de achar que as pessoas vão nos olhar diferente se fizermos algo que a sociedade julga errado...
Como já dizia Platão: "A real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."
As mudanças são a luz das nossas vidas, são elas que anunciam novos tempos, tempos melhores, tempos de renovação...
Esqueça o que passou, apague o caso antigo para que você possa escrever um novo caso. 
Para ser compreendida, a vida deve ser vivida olhando, sim o que passou, mas só pode ser vivida olhando-se para frente.
O livro da vida é enorme, mas se você não se desvincular de seu passado, faltarão páginas para você escrever seu futuro!
Mude! Seja lá o que for, mas mude.
Quanto aquela senhora citada no início do texto, após horas de conversa, eu a convenci de que nunca era tarde demais para mudar e para começar um novo projeto ou para fazer novos planos. A partir da nossa conversa, ela decidiu matricular-se em um curso de informática, dizendo que pretendia atualizar-se e que queria voltar a estudar e quem sabe prestar vestibular.
O que vale em nossas vidas, não é o ponto de partida ou o ponto de chegada, mas a caminhada, as escolhas que fazemos e a sabedoria para tomarmos um novo rumo em meio a sombrias aflições, pois das nuvens mais negras, caem águas límpidas e fecundas.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Inserção do Idoso na Sociedade

Passamos nossas vidas trabalhando, nos dedicando ao mercado de trabalho, enfim, e contribuindo com nosso trabalho para uma sociedade melhor, pensando assim, no bem-estar coletivo, porém, pensando, também em nosso bem-estar individual, quando pensamos em ter uma ‘velhice’ confortável e sem preocupações.
A realidade que encontramos ao chegarmos à Terceira Idade, é bem diferente daquela que imaginamos ao longo de nossas vidas, mesmo para idosos que encontram-se em uma situação de vida um pouco mais favorável.
Segundo o IBGE, em 2010 10% da população era composta por idosos e a expectativa de vida no Brasil, chega a 73,4 anos.
Em 1980, a realidade era bem diferente, quando os idosos eram apenas 6% da população e a expectativa de vida, não ultrapassava os 62,6 anos.
Em 2020, ainda segundo o IBGE, a população idosa será de 15% da população e a expectativa de vida chegará aos 81,3 anos.
Esse estudo mostra que a partir de 2020 a pirâmide se inverterá, ou seja, ao invés de encontrarmos mais jovens na sociedade, como era o caso em 1980, encontraremos mais pessoas de meia idade e idosos.
Porém, o que temos feito atualmente para que nossa sociedade em geral, esteja preparada para uma população de maioria idosos?
O Estatuto do Idoso foi promulgado em Outubro de 2003, sob a Lei n°10.741 e dispunha sobre os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, assegurando direitos às pessoas com idade maior ou igual a 60 anos.
Mas hoje, 8 anos após a criação do Estatuto do Idoso, o que é posto em prática e o que pensa, realmente, o idoso sobre a sua situação e sobre seu lugar na sociedade?
A saúde é um ponto que preocupa a todos, independente de serem idosos.
Falamos, então, de um bem Universal, que deveria atender a todos de maneira igualitária e eficaz; e além disso, os idosos têm preferência nos atendimentos nas Instituições de Saúde em geral.
Experimentamos no Brasil, um sistema de saúde que serve de exemplo para os demais países do Mundo. Mas o que vemos, na realidade, são idosos que se preocupam quando pensam que têm de depender do Sistema Único de Saúde.
E por que essa preocupação?
Para 53% dos idosos, tornar-se mais velho, significa ter que lidar com doenças físicas, a ter mais cuidados com a saúde e a se deparar com a realidade do Sistema Público de Saúde.
A população idosa é a que mais depende do Sistema Público de Saúde, pelo fato dos valores abusivos cobrados por planos privados de saúde.
O Capítulo IV do Estatuto do Idoso, dita Do Direito à Saúde e traz no Artigo 15, inciso 3o , o seguinte: “É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade.”
O artifício utilizado pelos planos de saúde, para que esses valores sejam diferenciados, visto que, em razão da idade o idoso passará a utilizar-se mais do mesmo, é reajustar o valor dois anos antes da pessoa em questão tornar-se idosa, ou seja, quando uma pessoa que paga por um plano de saúde completar 58 anos, o valor que esta paga por esse serviço praticamente triplica.
Imagine agora, uma pessoa que ganha um salário mínimo de aposentadoria, pagando por um plano privado de saúde.
Esses idosos, então, dependem do SUS para atendimento médico, para receberem medicamentos e muitas vezes, tratamentos até o final de suas vidas. E o que vemos, são idosos, que deveriam ter preferência de atendimento, ficarem horas para serem atendidos, muitas vezes de pé e ainda, não encontrarem os medicamentos os quais necessitam.
Os problemas não terminam por aí; além da saúde, encontramos problemas no sistema de transporte, onde 10% dos assentos são destinados a idosos, também assegurados por lei.
Mas mais do que ser assegurado por lei, encontra-se aí, a falta de cidadania das pessoas que insistem em ocupar assentos que sabem ser destinados a idosos e mesmo vendo idosos de pé, em ônibus ou trens lotados, não se levantam para que esses idosos possam se sentar.
Além disso, 5% das vagas de estacionamentos públicos e privados são destinadas aos idosos, para garantir, assim, a sua comodidade. E o que se vê, mais uma vez, é o desrespeito e a falta de cidadania de pessoas que ocupam essas vagas e ignoram as placas que advertem que aquelas vagas são destinadas a idosos.
Na área de urbanismo, no Estatuto do Idoso, fala-se sobre criação de projetos que eliminem barreiras arquitetônicas e criem mecanismos que possam viabilizar o acesso de idosos em equipamentos urbanos públicos.
Basta andar pelas ruas para vermos que nada é feito para que essas barreiras sejam minimizadas. Ruas de paralelepípedo, por exemplo, são os maiores vilões para idosos.
A lista de problemas é imensa e nos levaria a ficar discutindo teoricamente durante horas, identificando todos esses problemas.
Temos ainda os casos de abandono, de violência, de negligência, a não admissão de idosos em empregos por ser estipulada uma idade para admissão, a falta de eventos que tenham por público-alvo os idosos, etc.
Tudo isso apresentado no Estatuto do Idoso, tudo previsto por Lei.
Encontramos no Artigo 9o do Estatuto do Idoso:”É obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade.”
Ou seja, é obrigação do Estado e também, da sociedade garantir ao idoso liberdade, dignidade, como sujeito de direitos civis, políticos e sociais.
O idoso perdeu seu direito de ir e vir, vejamos as barreiras arquitetônicas, perdeu sua participação na vida política, não tem tanto espaço para prática de esportes e lazer, enfim, perdeu em parte, sua participação no seio familiar, basta olharmos para os casos de abandono, entre tantas outras coisas que podemos listar.
Casos esses de abandono, que vale citar, são previstos como crime e podem levar a detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa.
A minha experiência pessoal com idosos me mostra que a grande maioria dos mesmos se enxerga como fardo para a família e para a sociedade; o que acarreta em problemas como a depressão. Mais da metade dos idosos dizem que os parentes acabam mesmo esquecendo-se deles.
Os idosos tornam-se excluídos sociais, se tornam invisíveis aos olhos da sociedade.
Pouco se produz, inclusive, quando o assunto é literatura. Pouco fala-se sobre a situação do idoso, poucas são as produções de especialistas sobre o tema.
A sociedade ainda não está preparada para o idoso. Mas o que tem sido feito para preparar a sociedade para o idoso? Qual o interesse por parte do Estado em preparar a sociedade para o idoso?
Enfim, nos resta uma pergunta: Se o Estatuto da Criança e do Adolescente é levado tão a sério, desde sua criação, por que o Estatuto do Idoso não tem o mesmo peso na sociedade?
Muitos trabalhos de conscientização deveriam ser feitos para mostrar a sociedade a importância do idoso para todos nós, muitos projetos deveriam ser criados, a fim de mostrar que o Estatuto do Idoso deve ter o mesmo peso, a mesma importância que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A luta deve ser constante, para que o Estatuto do Idoso não termine por ser apenas mais uma Lei que não se faz cumprir.




terça-feira, 15 de março de 2011

A visão de uma JOVEM sobre os JOVENS

Sei que, para variar, muita gente vai ler esse post e vai achar que eu sou puritana ou que quero mudar o mundo ou que sou 'careta'... 
Mas, de verdade? Não me importo com críticas, cada um tem o direito de fazer o que quiser e de pensar o que quiser! 
Quando você pega o jornal ou uma revista ou assiste aos noticiários, muitos falam sobre os jovens, seu comportamento, seu mundo, gostos, enfim.
Porém, muitas dessas reportagens vêm de pessoas que não são mais assim, tão jovens e acabam por generalizar o que acontece no mundo jovem, tornam a imagem do jovem uma coisa só e esquecem que para toda regra existe uma exceção.
Por vezes, eu acredito ter nascido no tempo errado, quando olho o que acontece a minha volta e vejo o que esses mesmos jovens em questão, têm feito com as suas vidas (sem generalizar, é claro).
Minha cabeça é diferente da cabeça da maioria dos meus amigos, de pessoas com idade parecida com a minha..
Vamos exemplificar com um evento que acabou de acontecer: O Carnaval.
O Carnaval costumava ser esperado por todos por ser um período, primeiramente de descanso e por ser um período onde as pessoas podiam se divertir, dançar, sair em todos os blocos possíveis...
Hoje, a idéia de Carnaval é completamente diferente!
Vi milhões de pessoas planejando o Carnaval com meses de antecedência e juntando a maior quantidade de dinheiro possível para comprar a maior quantidade de bebidas que pudessem e depois tirar fotos e colocá-las em seus sites de relacionamento para que todos pudessem ver; como se isso fosse algum mérito.
Quando eu ia para rua para poder 'curtir' algum bloco, eu contava nos dedos as pessoas que estavam tomando água ou algum refrigerante.
E era de dar pena ver todos aqueles meninos bêbados, disputando para ver quantas mulheres eles conseguiriam agarrar e beijar. DEPLORÁVEL!
Qual o sentido de diversão hoje? Sair, beber, cair de tão bêbado e agarrar quantas pessoas puder?
Me desculpem, mas eu não vivo nesse mundo.
Já, já fui muito criticada por ser assim, já me perguntaram se eu era Evangélica, já falaram que eu era 'careta', já falaram que eu não sabia viver a vida...
Se viver a vida for isso, realmente, não sei vivê-la e agradeço por não saber vivê-la!
Sempre saí, sempre me diverti, sempre dancei, sempre ri horrores, mas nunca precisei disso.
Enxergo pessoas assim, como pessoas que têm vergonha de mostrar o que são e precisam usar algum tipo de artifício para justificar os erros que cometem.
Até bem pouco tempo atrás, contar aventuras sexuais era privilégio de homens, que se reuniam em grupinhos às segundas-feiras na Faculdade ou no trabalho e contavam todas as coisas sórdidas que haviam feito no final de semana.
Hoje, as meninas fazem o mesmo: Se reúnem e contam tudo que tem feito ou que deixam de fazer com parceiros ou com casos eventuais.
E depois, essas mesmas meninas querem ser respeitadas e sonham em encontrar alguém que fique com elas por toda vida; Enganam-se se pensam que os homens gostam de mulheres 'para frente'... Os homens são extremamente antiquados com relação a isso, eles curtem, eles saem, eles ficam com todas, mas na hora de ficar sério com alguém, eles querem uma menina de família. Isso nunca mudou e nem vai mudar.
Por que? Porque ele não quer sair na rua e ver outros homens falando que já saíram com a menina que está ao lado dele. Faz mal ao ego masculino.
O que eu sempre me pergunto é: Por que o jovem vive como se todos os dias fossem os últimos de suas vidas?
Hoje eu ouvi um menino falar: A vida passa rápido demais, a gente tem que fazer umas loucuras de vez em quando, se não, não tem nada para contar.
Eu tenho muitas coisas para contar e nunca precisei fazer nada que ferisse o que eu penso e muito menos, que envergonhasse os meus pais; até porque, na verdade, eu nunca me preocupei muito com o que aconteceria comigo se eu tomasse uma decisão errada, a minha preocupação era com o que meus pais iam pensar, a cara que eles iriam me olhar e a vergonha que eles poderiam sentir.
Acho que é isso que falta aos jovens de hoje: respeito àqueles que REALMENTE se importam com eles, que são seus pais. Mesmo sabendo que o sentido de família vem se perdendo.
Mas isso é assunto para um outro momento.
É momento de analisar o que será dos nossos futuros, o que queremos das nossas vidas...
Queremos mesmo ser vistos como uma geração perdida, promíscua e que só vai servir de mal exemplo?
Quando for nossa vez de sermos pais, será que teremos razão em dizer que 'não' aos nossos filhos depois de tudo isso que vamos ter feito, do que vamos deixar marcado no nosso passado?
O engraçado é que criticamos nossos pais e criticamos nossos amigos que não se enquadram no contexto 'louco' da coisa, mas quando temos a nossa família, fazemos exatamente como nossos pais e nossos amigos 'caretas' faziam.
Pensemos...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Traição/Infidelidade

"Infidelidade é o descumprimento de um compromisso de fidelidade. É uma violação de regras e limites mutuamente acordados em um relacionamento. Em sua acepção mais comum, a fidelidade é manter relações amorosas somente com uma pessoa que é sua parceira ou parceiro."


Começo esse post com uma pergunta: você perdoaria uma traição?
Bom, eu não.
E assim, faço outra pergunta: Por que as pessoas são infiéis?
Eu fui criada num mundo que parece ser paralelo ao das pessoas que eu conheço, já que a grande maioria das pessoas ao meu redor, considera traição algo normal.
A citação acima diz que fidelidade é manter relações amorosas somente com uma pessoa ou parceiro, por que não conseguimos (sim, generalizando), nos contentar com somente um relacionamento? Por que parece que a traição está cravada em nosso âmago?
Em que parte da história foi dito que trair é algo natural e que pode acontecer, quase que por acidente?
Quando você realmente ama alguém e acima disso, respeita esse mesmo alguém, só essa pessoa te basta, você não vê necessidade de olhar para mais ninguém e nem vontade de estar com outra pessoa, porque quem está ao seu lado, te completa, soma...
Sim, sou daquelas que acredita que a pessoa que trai, não ama e sim, sou criticada por pensar assim.
Já ouvi coisas do tipo: "Eu traio minha esposa só porque nós moramos longe um do outro, passamos muito tempo longe e eu me sinto sozinho. Mas eu amo muito a minha esposa."
Não, você não ama sua esposa. Quem você quer enganar?
O casamento costumava ser algo sagrado; parece que todos os valores estão sendo deixados para trás.
A relação extra conjugal sempre foi algo comum (mesmo assim, erradp), no Universo masculino. O homem sempre teve necessidade de auto afirmação e quase que por instinto animal, costumava ter mais de uma parceira. Mas em algum lugar do caminho, o qual não sei precisar, a mulher se achou no direito de fazer o mesmo, de começar a agir como homem.
Queremos espaço sim nessa sociedade machista, mas será que é desse jeito que seremos respeitadas?
A mulher quer ser reconhecida, quer ser vista e quer se fazer diferente do homem e superior a ele, mas será que ao trair e ser infiel, ter milhões de parceiros e desrespeitar a pessoa que está ao seu lado, ela está sendo superior? E ainda tem a capacidade de vir com a história de que "homem só muda de endereço", "homem não vale nada"... Mas o que estão 'valendo' as mulheres?
Uma pesquisa feita em uma Universidade de Londres comprovou que homens e mulheres com QI mais alto têm menos tendência a trair seus parceiros. Então, dá para concluir que a traição tem relação com inteligência, com evolução, certo?
Eu me questiono se quem trai, já foi traído em algum momento, se descobriu a traição. Posso garantir que é a pior sensação do mundo.
Você constrói sonhos e aspirações em torno de alguém que ama e saber que foi traído (a), destrói quaquer coisa e qualquer pessoa, por mais forte que seja; você se sente reduzido a quase nada, se sente trocado como se fosse uma mercadoria e não consegue parar de se perguntar onde foi que errou.
Você não errou! A pessoa ao seu lado não sabia amar.
Trair por que, ser infiel por que? Se o seu relacionamento está ruim, uma traição não vai fazer melhorar!
Essa desculpa é a pior de todas, sem dúvidas!
Eu olho o Mundo e as pessoas e, de verdade, não consigo ficar a vontade ao pensar em quais valores vamos deixar para as gerações futuras!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Óbvio

Por que é tão difícil para nós prestar atenção às coisas que estão na nossa frente; ou como diz a sabedoria popular: as coisas que estão na "nossa cara"?
Será que por ser óbvio demais não damos importância ou por que é fácil, ficamos desconfiados, pelo fato de estar ali ao alcance das mãos?
A verdade é que o ser humano é propenso a gostar do difícil, do que é inatingível, do impossível e do que mais faz sofrer. 
O caminho para o impossível, gera expectativa, gera sonhos, gera desejos... E por fim, frustrações! 
Posso exemplificar para ser mais fácil de ser compreendido: passamos a vida procurando felicidade plena, mas procuramos em coisas grandiosas e externas à nós e deixamos de procurar no lugar mais óbvio: dentro de nós.
A felicidade plena só existe em nosso interior e nós precisamos aprender a colocá-la para fora. A felicidade não é algo externo a nós; o que nos é externo, nos traz felicidade momentânea e nos faz acreditar que "felicidade não existe, o que existe são momentos felizes".
Felicidade existe sim! Só que não podemos esperar que ninguém seja feliz por nós ou que alguém nos ensine a ser felizes, e ninguém é capaz de nos fazer felizes. Quem acredita que é feliz porque outra pessoa o faz feliz, tem grandes chances de levar um tombo. Os únicos capazes de nos fazer felizes, somos nós mesmos, ninguém mais.
Um outro exemplo é a nossa procura eterna pelo amor verdadeiro.
Passamos a vida procurando felicidade, mas passamos a Eternidade procurando pelo amor.
Mas o básico para amar alguém, nós nunca fazemos.
Eu posso perguntar a qualquer pessoa, já esperando a resposta: quem de nós se ama realmente? 
Poucas são as pessoas que dirão que se amam.
Ora, se não nos amamos e não nos respeitamos, como esperamos que alguém nos ame e nos respeite?
Um famoso escritor uma vez disse que todos os dias, deveríamos praticar o seguinte exercício: pegar um espelho e dizer "eu te amo"; assim, uma hora ou outra, aprenderemos a nos amar.
Mas será assim, tão difícil amar a si mesmo? Somos capazes de amar pessoas, animais, lugares, cheiros e até objetos, mas não conseguimos nos amar. É uma incongruência. 
Mas enfim, voltemos a falar sobre nossa eterna busca pelo amor...
 Mais uma vez, concluo ser algo óbvio. E por quê?
Simples: pense num amor que você já teve na vida, mesmo que não tenha dado certo. Feito isso, pense em todos os lugares onde você procurou antes de encontrar essa pessoa. Procurou bastante e em diversos lugares, certo? E essa pessoa estava onde? O mais próximo possível de você, com certeza.
Era um amigo, um conhecido, alguém que trabalhava perto da sua casa, mas que por algum motivo, você nunca olhou com outros olhos ou que nunca enxergou de maneira diferente, até um dia, seu coração bater de maneira diferente por esse alguém ou por ter passado a enxergá-lo.
Exercitar nosso amor próprio é o primeiro passo, inclusive para encontrar a tal felicidade que tanto buscamos.
Já passou da hora de pararmos de depender de outras pessoas para podermos ser felizes de verdade.
O segundo passo, é passar a prestar atenção nas pequenas coisas, àquelas que consideramos sem valor e prestar atenção às pessoas a nossa volta. Tem sempre alguém por perto, que vai fazer diferença. SEMPRE!
Temos que parar com essa busca desenfreada por tudo e em lugares inusitados. 
O que mais queremos, encontramos nos lugares mais óbvios!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Os Inícios

Por que os inícios são sempre fáceis? E quando falo de inícios, falo de inícios em geral.
Todo começo é maravilhoso: o começo de uma nova vida, o começo da vida em um lugar novo, o começo da Faculdade, o começo de um relacionamento... Enfim, inícios são sempre fáceis, prazerosos e felizes.
Mas por que, então, não conseguimos levar adiante, não conseguimos estender para o meio e para o final a felicidade que sentimos quando iniciamos alguma coisa, algum projeto, quando nos propomos a iniciar algo, seja lá o que for?
Será tão difícil assim administrar algo que queríamos tanto num primeiro momento?
Na verdade, nunca estamos preparados para o que vem após o começo; ficamos entusiasmados e acabamos nos esquecendo que o começo não dura eternamente, o meio virá e se não tomarmos cuidado, o fim chega muito rápido; muito mais rápido, até, do que imaginamos.
Não sabemos controlar nossa ansiedade e menos ainda, as nossas expectativas naquilo em que estamos investindo. 
Por que não conseguimos ser realistas? Colocar os pés no chão, mesmo sonhando e ter noção de que pode dar errado; e se der errado, o que fazer depois?
É fácil entender como os começos são felizes quando falamos de relacionamentos amorosos: um casal com até 8 meses de relacionamento, vive a sua melhor fase, sem sombra de dúvida.
Eles ainda estão encontrando os pontos em comum e os pontos de divergência parecem nem existir; é como se tivessem sido feitos um para o outro.
As brigas são praticamente inexistentes, os planos são muitos, os sorrisos, os abraços, os beijos... É uma fase de verdadeiro conhecimento, é quando eles ficam se testando, mesmo que inconscientemente. 
Após esses meses iniciais, parece que aquele casal que antes vivia junto, que vivia sorrindo, se transforma num casal completamente diferente. Parece até que são duas pessoas completamente estranhas uma a outra; é como se nunca tivessem se visto ou se falado antes.
Parece que eles começam a mostrar o seu verdadeiro 'eu'!
Por que temos essa "mania" de querer impressionar o outro mostrando o que não somos?
O ser humano não consegue fingir por muito tempo, em algum momento ele vai tropeçar e vai deixar claro quem é de verdade, o que gosta de verdade e o que não gosta.
Mas por que não fazer isso no início?
Quando um relacionamento começa, é como a busca por emprego. Quando você procura por um emprego, tudo que o empregador ofereça, de bom e de ruim, você concorda, e por que? Simples, porque você quer o emprego!
Porém, passadas algumas semanas você começa a reclamar de absolutamente tudo... Reclama do salário, reclama do chefe, reclama dos colegas de trabalho, reclama por ter que trabalhar aos sábados, reclama, reclama, reclama...
Analisando friamente, um relacionamento é bem parecido. 
Quando você começa um relacionamento com alguém, você percebe do que a pessoa gosta, do que ela não gosta, se é ciumenta, se é chata, se é grudenta, se faz perguntas demais, se faz perguntas de menos, se é carinhosa, se é desligada, se é companheira... Enfim, você percebe, mas finge não perceber porque quer que o relacionamento dê certo e o que faz? Aceita todos os defeitos achando que vai ser capaz de mudar a outra pessoa com o seu amor e sua dedicação.
Um segredo? Ninguém é capaz de mudar ninguém.
Só mudamos quando queremos mudar, não quando outro quer que mudemos.
Desde o início, você vai saber quando uma pessoa está pronta ou não para um relacionamento, basta prestar atenção.
O problema é que deixamos o sentimento falar alto demais e acabamos por sufocar a razão; isso não pode acontecer.
Não precisamos de surpresas desagradáveis, não precisamos nos deparar, de repente, com um outro 'eu' da pessoa que está do nosso lado. Para isso, basta apenas prestar atenção aos sinais e é isso que não fazemos.
O nosso mal, é não prestar atenção nas pequenas coisas; são elas que realmente têm importância.
Nada grandioso é realmente importante... Não são as coisas grandiosas que mostram quem somos de verdade. Pense!
Os começos são bons, muito bons... Aproveite-os! Mas saiba como aproveitá-los. 
Não viva como se aquela fosse a última oportunidade da sua vida, pois com certeza você acabará por misturar 'pé com cabeça' e as chances desse começo se transformar em meio e fim, são mínimas.
Subestimamos demais nossos relacionamentos, achando que eles se auto regulam e que vão terminar bem, mesmo sem que façamos algo para que terminem bem.
Queremos que tudo seja diferente, que nossos começos sejam diferentes... Para isso, temos que fazer diferente, agir diferente.
Se deixarmos as coisas correrem soltas e esperarmos demais dos nossos 'começos', vamos terminar sofrendo e achando que nada, nunca vai dar certo.
Por fim, uma reflexão, a qual me guiou para esse post sobre os inícios:
"Os inícios são sempre ótimos e os finais, sempre tristes... mas o que acontece no meio é o que realmente importa! Quando vier o começo, controle a ansiedade, para que tudo termine bem" 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Diferente

Pensando e analisando bem, às vezes acho que sou extremamente diferente (até estranha, por assim dizer).
Quero e não quero; gosto e desgosto na mesma velocidade; sou a pessoa mais paciente agora e no momento seguinte, não tenho paciência nenhuma...
Não sei ser ultra romântica, assim como todas as meninas; eu nunca soube ser assim, nunca sonhei com casamento e nem com príncipe encantado, afinal, ele não existe!
Todas as meninas que eu conheço, passaram a vida sonhando com o casamento, casamento de contos de fadas, pensando em como e onde seria a cerimônia e a festa, querendo que pétalas de rosas caíssem do teto, pensando no vestido de noiva... Enquanto eu só ouvia e achava graça nos planos delas.
Ainda hoje, vejo amigas desesperadas, achando que a idade de casar já está passando.
Espera aí! Foi-se o tempo em que as mulheres tinham idade para casar, se não corriam o risco de ficarem sozinhas por serem consideradas muito velhas.
Quando eu digo que não sonho com casamento, que nunca olhei vestidos de noiva e sonhei com o dia em que me casaria, todos me olham torto, me olham estranho. 
O que? Talvez eu só seja diferente.
Não quero um marido e filhos... Quero filhos, um apartamento e um Yorkshire; eu deixo o marido para aquelas que sonham com um.
Eu me tornei extremamente independente, me acostumei a ter o meu canto, as minhas coisas, a minha vida... Meus amigos e minha família me bastam, eu não preciso de mais ninguém, além deles, para me sentir completa.
Eu gosto de ser sozinha e quando digo 'sozinha', digo sem um 'companheiro'. Até porque ter um namorado, noivo, marido, não significa ter companhia. Reflita!
Tenho a minha rotina, não gosto de me sentir presa a nada, nem a ninguém e nem de me sentir controlada...
Nos finais de semana, eu gosto de descansar, de dormir, de ir passar o final de semana com a minha tia, gosto de planejar viagens e de sonhar em conhecer lugares, ver cores, sentir cheiros diferentes, conhecer pessoas novas, dançar a noite toda... E nesses planos, não incluo ninguém além de família e amigos.
Gosto de acordar sábado sabendo que vou fazer o que EU BEM ENTENDER, sem ter que achar paciência e espaço para um namorado/noivo/marido, que seja.
Não gosto que atrapalhem meus sonhos e nem que digam: "Não! Você não vai!"...
Se eu ouvir isso, eu vou e não volto mais. Nem meus pais faziam isso, por que eu deixaria outro alguém fazer?
Gosto de atenção, de carinho, de companheirismo, mas não gosto de grude! Não nasci para me dedicar 24h a um relacionamento; Me desculpe!
Me interiorizei, eu sei. Pode ser mecanismo de defesa, sim, mas pode também não ser; talvez eu só seja muito pé no chão. Sou feliz assim, desse jeito.
Tentar me vencer pelo cansaço, só vai me fazer cansar da sua pessoa. Por favor, não me proponha compromisso, porque o meu compromisso é comigo e isso inclui Deus, família, amigos, Faculdade e Trabalho. SOMENTE!
Casos passageiros... Eu te peço, não se apaixone, não serei capaz de corresponder. 
Não gosto de fazer ninguém sofrer por eu ser (ou estar) assim, dessa maneira.
Pode ser que eu esteja passando por uma transformação ou que não tenha me apaixonado verdadeiramente ou ainda, posso não ter conhecido alguém que mexa comigo de verdade...
Pode ser que isso tudo mude, mas por hora, como já dizia o poeta: "Sou minha, só minha e não de quem quiser".

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dê o Melhor de Si

Laços... De afeto, de carinho, de amor ou simplesmente ligações que não conseguimos compreender, aquela afinidade que a gente sente e não consegue explicar de maneira nenhuma!
Nossas ligações são 'combinadas', muito antes dessa existência; somos uma eterna família espiritual.
Mas por que, mesmo com tantos laços que nos prendem uns aos outros, ainda assim nos tornamos tão egoístas, por que nos consideramos tão auto suficientes, por que sempre achamos que não precisamos de ninguém, por que só olhamos pro nosso umbigo, pros nossos problemas, pra nossa vida?
As pessoas a nossa volta, precisam de nós... E precisam de nós A TODO TEMPO! Por que a gente não consegue se doar quando as pessoas precisam? Não custa nada... E por diversas vezes, as pessoas precisam de nós não financeiramente falando... Elas precisam de um colo, de uma palavra amiga, de carinho, precisam ouvir: "vai ficar tudo bem", ouvir "estou do seu lado, eu te amo".
Por incrível que pareça, as crianças são mais sensíveis e inteligentes, nesse ponto, do que nós; alguma vez já chorou na frente de uma criança ou demonstrou estar triste ou preocupado?
Ela tenta te confortar, da maneira que ela entende por conforto e carinho, mas tenta. Ela senta ao seu lado e na inocência dela, pergunta o que houve e te pede pra não ficar triste e não chorar.
Então, se somos assim quando crianças, por que isso morre dentro de nós a medida que vamos entrando na vida adulta? O que nos transforma em pessoas 'piores'?
O mundo é cruel? Muitas vezes, é sim! Mas não é por esse motivo que devemos nos tornar cruéis, secos, insensíveis aos problemas dos outros.
Mais uma vez, eu digo, não precisamos fazer 'das tripas, coração' para ver uma pessoa feliz. A felicidade se encontra nas pequenas coisas da vida, não é difícil fazer uma pessoa sorrir.
Ajudar alguém, estender a mão, é praticar caridade! E, de novo, não é caridade financeira, não. É simplesmente, a prática do bem. "Fora da caridade, não há salvação".
Onde está indo parar o nosso lado humano?
Não estamos voltando a ser animais, porque até os animais desenvolvem carinho e fidelidade uns pelos outros e até mesmo por nós. Conhece animais mais companheiros e fiéis do que nossos bichos de estimação?
Temos que resgatar dentro de nós a nossa humanidade... Não somos somente razão, somos emoção também. E não temos que ter vergonha de ser emoção, não temos que ter medo de ser somente sentimentos às vezes.
As pessoas vêm e vão, se aproximam quando precisam de nós e depois vão embora. A vida é assim...
Mas não temos que ficar decepcionados com ninguém e nem achar que as pessoas somente nos 'usam'; ao invés disso, temos que acreditar que aquela pessoa se aproximou pelo período necessário para que pudéssemos ajudá-la de alguma maneira e que, depois disso, ela continuou seu caminho, sua missão e que nós contribuímos para algum tipo de mudança nela ou na vida dela. 
E se um dia ela voltar e precisar novamente de nós? Ajudemos novamente!
E se antes de partir, ela nos feriu e agora que está precisando novamente, ela se aproxima novamente? Estendamos a mão novamente...
“Não te digo até sete vezes, mas até setenta e sete vezes sete” (Mateus 18, 21-19,1). 
Exatamente... Perdoar! Não somente sete vezes, setenta vezes sete!
Por que esquecemos de tudo isso?
Temos que amar as pessoas enquanto elas estão ao nosso lado, respeitar, ouvir, fazer o melhor que pudermos.. Afinal de contas, em algum momento, essa pessoa vai partir; e nesse momento o que vamos pensar? Eu poderia ter feito mais? - E com isso, sentir remorso; ou vamos pensar: Eu fiz tudo que eu podia e por diversas vezes, o que não podia para ajudar, sei que contribuí o máximo que pude para a felicidade e o bem-estar dessa pessoa! - Dei o melhor que existia dentro de mim!
Olhe pra dentro... Todos nós temos coisas maravilhosas guardadas em nosso interior. Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus! E se Ele é todo benevolência, amor, enfim, o que há de bom nesse Mundo, então temos tudo isso dentro de nós também.
Não é difícil, somos capazes e sabemos disso.
"Quando deixamos de fazer o bem, estamos automaticamente, praticando o mal".